segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Cópia De Uma Cópia De Uma Cópia

Pois é, lipemenezes tarda, mas não falha!
Vamos falar um pouco mais sobre pessoas incríveis?

Já escrevi aqui no Fã Clube Oficial sobre Jostein Gaarder, Quentin Tarantino e Trent Reznor. O post de hoje vai ser um pouco diferente e vai falar sobre mais de uma pessoa.

A primeira delas é Chuck Palahniuk.

mais um café, senhor?

Charles Michael Palahniuk, autor de dezenas de publicações, entre elas ficções, não-ficções e contos, é até hoje mais conhecido por seu primeiro livro, Clube da Luta, de 1996.
Estou quebrando a primeira regra do Clube da Luta, que é não falar sobre ele, mas é por uma boa causa. Ele entra, fácil, no meu Top 5 de livros. É profundo, intenso, inteligente, surpreendente e eu podia colocar dezenas de outros adjetivos genéricos aqui que não fazem sentido nenhum só dizer. É preciso ler para entender.
A história de um personagem cujo nome não é mencionado (ficou conhecido como Narrador, mas é erroneamente chamado de Jack por muita gente) e de Tyler Durden mudou minha vida de muitas maneiras. Ela abriu meus olhos para muita coisa, para o mundo em geral, para as pessoas e, principalmente, para mim mesmo.

Mas não foi assim que eu conheci o Clube da Luta. Foi através dessa galera aqui:

party

David Fincher topou o desafio de dirigir uma adaptação de um dos melhores livros já escritos.
Quem gosta de ler, já sente o estômago dar uma volta com a palavra 'adaptação', com razão. Mas nesse caso é diferente. Com Edward Norton, Brad Pitt e a mulher da minha vida Helena Bonham Carter, esse cara conseguiu fazer um filme que, se não supera, se equipara à genialidade da obra do Palahniuk.
Ainda forte, ainda intenso, ainda surpreendente, ainda irônico, ainda inteligente, ainda com a capacidade de mudar vidas, Clube da Luta está no meu Top 3 de filmes

Se você ainda não assistiu ou não leu, está perdendo o seu tempo. Faça isso hoje mesmo! Faça isso agora mesmo!

Afinal, essa é sua vida e ela está acabando a cada minuto.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Post de aniversário + inverno

"Parabéns pra você
Eu só vim pra comer
O presente que é bom
Esqueci de trazer"

6 do 2 do 9 do 1 - nasce a superlisali.

É assim que começamos o dia, hoje é o meu aniversário ieeeee.
Particularmente, eu não gosto dos meus aniversários. Dramas e traumas à parte, não gosto de ficar mais velha, pensar que vivi mais um ano, ou seja, que foi outro ano desperdiçado, ou como eu gosto de chamar, um ano a menos. Gosto da manhã seguinte, no caso, amanhã. Amanhã vai ser um grande dia. Amanhã não é mais meu aniversário, e eu serei evoluída. Übermensch.

Aniversário devia ser tipo um feriado pessoal, você pode faltar ao trabalho pra ficar em casa, jogando video game, comendo pizza e bebendo cerveja. Perfeição.



Mas como nada é perfeito, estou aqui escrevendo o blog trabalhando pra ganhar meu rico dinheirinho, e neste aniversário terei mulheres, iates, mulheres, mansões, mulheres...

Mas se o deus dos aniversários existisse, e eu pudesse fazer um desejo, com certeza meu desejo seria: INVERNO!

Já tá claro que ninguém aguenta mais esse calor escaldante que seca a boca e obriga as pessoas a usarem pouca roupa para não morrerem desidratadas, mas fora isso, é sol demais, é claro demais, as noites demoram pra chegar e os dias demoram pra nascer.
Por outro lado, o inverno tem cobertores quentinhos, romance, chocolate quente, pantufas (♥), filmes, banhos quentes, moletom, meias fofas, e qualquer comida fica gostosa no inverno. No verão, só comidas frias (e eu não sou muito fã) são atrativas.
Então, estou aqui declarando meu amor eterno e infinito pela gélida época do ano onde Rá o deus do sol vai passar férias no hemisfério norte e nos deixa em paz.
Mas como deus castiga, meu aniversário cai no verão, ou como a maioria carinhosamente apelida, inferno na terra "calor".

Contabilizando todos os presentes de aniversário que recebi, temos até agora:
- Uma caneta Stabilo;
- 50 reais;
- Uma escada (?????????).

Então pode enviar um presente pra mim, ou comenta aí se você gosta mais de inverno ou calor, ou qualquer coisa.
Até o próximo aniversario!
bye

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Music Monday: Tegan and Sara

Eis-me aqui, para mais uma batalha contra o relógio. Outra (maldita) segunda-feira ensolarada...

Hoje o music monday é sobre Tegan and Sara.

A dir. Tegan ou Sara. A esq. Tegan ou Sara.

Tudo começou a um tempo atrás, na ilha do sol, quando eu estava procurando bandas com vocalistas homoafetivas. Reconheço que é um tipo estranho de pesquisa, mas eu tinha uns 16 anos então, relevem.
E encontrei essas irmãs, gêmeas idênticas iguaizinhas cara de uma focinho da outra, que cantam uma música incrível pegajosa com um ritmo leve e agitado mas não enjoativo.
Eu não sou a maior fã de música eletrônica, principalmente música de rave (eca), mas esse tipo de eletropop me chamou a atenção, porque tem letras muito bem escritas, e melodias contagiantes.

Sem contar que as irmãs são muito descoladas, com umas fotografias maneiras e idéias malucas.



Elas já gravaram 7 CDs, 2 DVDs e um monte de EPs, mas os discos que eu mais ouço são: The Con, Sainthood e Heartthrob, que são os 3 mais novos.

Falando do The Con, que foi meu primeiro contato com a banda, eu me APAIXONEI PERDIDAMENTE pela música Back In Your Head, depois fui conhecendo mais e gostei muito de Nineteen, Like O Like H, e Are You Ten Years Ago, todas com essa pegada mais calminha, leve, mas com a raiz eletrônica.


Foi então que o ápice surgiu e explodiu a banda. Lembro-me que quando lançaram o CD Sainthood eu corri baixar comprar a minha versão autorizada pelos direitos da constituição do país, e mostrar para o lipemenezes (esse mesmo) como era maravilhoso. Tudo tinha mudado desde o cd anterior, e mesmo assim, a identidade continuava a mesma. As músicas estavam muito melhores, mas você ouvia e ainda sabia que era Tegan and Sara. Ficou perfeito.
Tão perfeito, que não dá pra escolher as minhas "preferidas" desse álbum, simplesmente amo todas, sem distinção. #choramd



E seguindo a receita de sucesso, ano passado elas lançaram Heartthrobe, um cd maravilhoso, mas dessa vez eu tenho uma preferida que é I'm Not Your Hero :)

A arte desse álbum é simplesmente incrível


Então, em meio a fotografias malucas, música boa e solzinho com rostinho rindo do calor que eu tô passando, acaba aqui o Music Monday dessa semana. Quem quiser conferir, tem o facebook oficial delas e também o site oficial.

Até a próxima!

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Pregos de Nove Polegadas

Não, eu não voltei a trabalhar em fábrica.
Mas sim, eu voltei para mais uma coluna de sábado, que já virou dominical.

Já contei pra vocês sobre uma das minhas maiores inspiração literárias e sobre meu maior ídolo cinematográfico. Hoje vou falar um pouquinho sobre Deus.

Deus

No primeiro dia, Deus criou a luz. No segundo, Ele criou o céu. No terceiro, as plantas. No quarto, o Sol, a Lua e as estrelas. No quinto, Ele fez os peixes (eca) e as aves. No sexto, os animais terrestres. No sétimo dia, Ele foi tirar umas férias em Porto Seguro. No oitavo, ele baixou o Fruity Loops. No nono, ele fundou o Nine Inch Nails.

Pra quem gosta de rótulos convencionais, Nine Inch Nails é uma banda americana de rock industrial.
Se você prefere algo menos tradicional, então podemos dizer que NIN é uma banda perfeita, com músicas perfeitas, letras perfeitas e um frontman perfeito, Mr. Michael Trent Reznor.


oi

Desde que fui apresentado à banda, tenho me apaixonado por cada mínimo detalhe sobre ela. É impossível compartilhar todos eles aqui sem criar um texto muito introspectivo, então vamos falar sobre coisas mais tangíveis.

Primeiro de tudo, classificar o Trent como um simples frontman foi uma blasfêmia. O cara É o Nine Inch Nails. Desde o começo, ele fez praticamente tudo sozinho. Compôs, cantou, tocou, remixou, produziu, divulgou. Um dos meus sonhos é gravar um álbum por conta própria e o Reznor faz isso por profissão. Além de tudo isso, ele já trabalhou com Marilyn Manson, Dave Grohl, QOTSA, David Lynch, David Fincher e tem em casa um Grammy, um Globo de Ouro e um Oscar! You go, Glen Coco!

Um outro ponto fascinante, principalmente para pessoas como eu que têm TOCs e saem organizando tudo em ordem alfabética, numérica e cronológica, é que cada lançamento do NIN é identificado como um Halo. Cada álbum, cada EP, cada single recebe um número. Por exemplo, o segundo álbum, Broken, é classificado como Halo 5 e o terceiro álbum, The Downward Spiral, é o Halo 8. Entre eles, foram lançados um EP e um single, que foram os Halo 6 e 7. Isso é maravilhoso! Se você não tem centenas de livros em casa organizados em ordem alfabética pelo sobrenome do autor, cujos livros de um mesmo autor estão em ordem cronológica, então talvez esse parágrafo não fez muito sentido para você.

No mais, é ouvir para entender.

Sugiro começar pelo já citado The Downward Spiral:


Imagine que você está no topo de um prédio abandonado de 11 andares. Você acabou de desistir do suicídio e começa a descer vagarosamente as escadarias. A cada andar você reflete sobre um ponto diferente da sua existência. Por exemplo, no 11º andar sua cabeça ainda está fervilhando com ideias autodestrutivas. No 9º andar você pensa sobre Deus. No 7º sobre sexo. No 4º andar, lhe vem tudo aquilo que você ainda quer fazer na vida. No 1º andar, você lembra daquela vagabunda que arruinou sua vida. No térreo você percebe que foi um erro não ter pulado daquela cobertura e continua descendo até o porão, onde você se corta e põe um fim ao sofrimento.

Se The Downward Spiral não é uma obra-prima, nada mais é.

Se Nine Inch Nails não é uma obra-prima, nada mais é.